TURISMO

A Organização Mundial de Turismo define:
Turismo é o conjunto de atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros.”


Turista: é a pessoa que se desloca para fora de seu local de residência permanente, por mais de 24 horas, realizando pernoite, por motivo outro que o de não fixar residência ou exercer atividade remunerada, realizando gastos de qualquer espécie com renda auferida for a do local visitado.

Excursionista: é toda pessoa que se desloca individualmente ou em grupo para local diferente de sua residência permanente, por período inferior a 24 horas, sem efetuar pernoite.

Oportunamente disponibilizaremos agências, operadoras e fornecedores de serviços turísticos neste portal.

O conceito de Turismo de Aventura, vem sendo discutido desde o início dos anos 80, muitas vezes sobrepondo ou sendo confundido com Turismo Esportivo. Mas, a nosso ver, essa confusão se desfaz desde que se considerar as atividades e práticas, praticamente as mesmas, sejam realizadas por esportistas ou por turistas (com pagamento a agências ou operadoras especializadas).

O Ministério do Turismo, adotou como definição:

“Turismo de Aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativdade e não-competitivo.”

Onde os movimentos turísticos são entendidos como “os deslocamentos e estadas que pressupõem a efetivação de atividades consideradas turísticas” e as “práticas de aventura de caráter recreativo e não competitivo” pressupõem “determinado esforço e riscos controláveis, e que podem variar de intensidade conforme a exigência de cada atividade e a capacidade física e psicológica do turista”.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), engajada no processo de normalização do turismo de aventura no Brasil, também elaborou um conceito: “Atividades oferecidas comercialmente, usualmente adaptadas das atividades de Turismo de Aventura, que tenham ao mesmo tempo o caráter recreativo e envolvam riscos avaliados, controlados e assumidos.”.

Desta forma, como mencionamos iniciaalmente, fica evidenciado que o turista de aventura deve ser um comprador de atividades comercialmente oferecidas, ou seja, os turistas totalmente autônomos não compõem o universo de pesquisa deste trabalho.

Espaço Turístico do Turismo de Aventura

A prática de atividades de aventura de carácter recreativo podendo ocorrer em qualquer espaço:
• natural (outdoors)
• construído ou edificado (indoors)
• rural
• urbano
• área protegida …

Atividades relacionadas
• Arvorismo
• Balonismo
• Bóia Cross
• Caminhadas
• Cavalgadas
• Canoagem
• Espeleoturismo
• Mergulho livre (apnéia, snorkeling)
• Mergulho autonomo (scuba diving)
• Rafting
• Rapel
• Mountain Bike
• Trekking
• Surfe (surf) ….

Turismo Comunitário ou Turismo de Base Comunitária (TBC)

"O Turismo de Base Comunitária (TBC) é uma interação anfitrião-visitante, cuja participação é significativa para ambos e gera benefícios econômicos e de conservação para as comunidades e o meio ambiente local." © Manual TBC, Receitas para o Sucesso, ITC-EcoBrasil

O termo Turismo de Base Comunitária ou TBC é aplicado a várias atividades, operações e empreendimentos que dizem respeito a uma comunidade que recebe visitantes. São as visitas a um lugar onde a comunidade está envolvida na apresentação dos seus moradores e patrimônios como atrações ou oferecendo um leque de mercadorias (produtos agrícolas ou artesanato), que constitui o elemento “turístico” do conceito.

Idealmente, o TBC deve contribuir para uma melhor conservação e desenvolvimento, trazendo benefícios econômicos, sociais e culturais para todos os membros da comunidade e região.

O espectro dos projetos de turismo baseados nas comunidades, estende-se de iniciativas baseadas em vilas e de parcerias, em escala reduzida com o setor privado ou ao desenvolvimento de projetos privados de maior dimensão. Alguns tipos de turismo são particularmente apropriados ao TBC: o ecoturismo, turismo étnico ou indígena, rural e cultural, já que são propícios à propriedade e ao controle pela comunidade.

Pode-se classificar em quatro categorias os diferentes graus de participação das comunidades em atividades turísticas:

  1. Interação Passiva com Visitantes
    Comunidade faz parte da ‘paisagem turística’, compondo o ‘bucólico’, mas em geral não recebe benefícios da atividade.
  2. Interação Indireta com Visitantes
    Comunidade faz parte da ‘paisagem turística’, às vezes recebe benefícios da atividade, como, por exemplo, vendendo artesanato ou produtos agrícolas e frutas a visitantes.
  3. Interação Direta com Prestadores de Serviços
    Com agências, operadoras e fornecedores de serviços turísticos:
  • fornecendo alojamento em hospedagem familiar, pousadas, pequenos hotéis, alugando moradias, etc.
  • prestando serviços: transportando, conduzindo e guiando visitantes, etc.
  • com competências especializadas: com apresentações de dança e música com instrumentos musicais tradicionais, etc.
  • ou demonstrando perícia: construção de canoas, equitação, produtos artesanais, gastronomia, etc.
  • Interação Direta com Visitantes em Atividades Próprias ou em co-propriedade
    Esta participação pode ir desde o envolvimento de apenas um ou dois membros da comunidade ou de famílias, até à participação total da comunidade.

4. Interação Direta com Visitantes em Atividades Próprias ou em co-propriedade
Esta participação pode ir desde o envolvimento de apenas um ou dois membros da comunidade ou de famílias, até à participação total da comunidade.

O conceito de Turismo Rural abrange um número de elementos constitutivos, no centro dos quais encontram-se a Comunidade do Turismo Rural.

O Turismo Rural é dependente do meio rural, que tem a oferecer: a cultura, o patrimônio, as atividades rurais e vida rural.

Turismo Sustentável

Segmentação Turística

Nem todo mundo gosta das mesmas bebidas, culinária, atividade ou automóvel.

Como consequência, comerciantes decidiram em dividir o mercado em segmentos. Eles identificaram perfis de grupos distintos de clientes por preferências ou demandas que variam a combinação de produtos e serviços, observando as diferenças quanto a demografia, psicologia e comportamento dos clientes.

Após a identificação dos segmentos de mercado, o empresário decide por escolher as maiores oportunidades que serão seus públicos-alvo. Para cada um de seus públicos, a empresa desenvolve uma oferta que posiciona nas mentes dos públicos-alvo como fornecer algum benefício e/ou resposta às suas demandas e expectativas.

Para o Ministério do Turismo:

“a Segmentação Turística é entendida como uma forma de organizar o turismo para fins de planejamento, gestão e mercado. Os segmentos turísticos podem ser estabelecidos a partir dos elementos de identidade da oferta e também das características e variáveis da demanda.”

Macro Segmentação Turística

Entendemos como “Macro Segmentação Turística” a segmentação onde residem os segmentos mais importantes e conhecidos:

Turismo Urbano
Turismo de Natureza (ou na Natureza)
Turismo de Praia (Sol e Mar)
Em que são tenues as ‘fronteiras’ entre segmentos, uma vez que num cidade o turismo urbano e de praia se mesclam, como p. ex. numa cidade à beira mar.

Turismo Sustentável

O Instituto EcoBrasil adota o conceito de Turismo Sustentável, consenso estabelecido no Acordo de Mohonk, em 2000:

“Turismo Sustentável é aquele que busca minimizar impactos negativos ambientais e socioculturais, ao mesmo tempo que promove benefícios econômicos para comunidades locais e destinos.”

Princípios do Turismo Sustentável

Todo processo de Certificação em Turismo Sustentável deve levar em conta, onde apropriado, os seguintes aspectos e princípios que a empresa turística deverá observar:

Aspectos Gerais (Operacionais)

estar comprometida com o manejo ambiental
promover a promoção e venda de produtos responsáveis e autênticos que atendam a expectativas realistas
promover a retro alimentação de sua clientela
saber avaliar eventuais impactos negativos sociais, culturais, ambientais e econômicos, inclusive estabelecendo estratégias para manejo e mitigação
seus funcionários deverão estar capacitados, educados, responsáveis e ter conhecimento e consciência sobre manejos ambiental, social e cultural
ter mecanismos para monitorar e relatar seu desempenho ambiental.

Aspectos Ambientais

Controlar a emissão de ruídos e gases estar adequadamente implantada com relação ao ambiente natural evitar danos ao local ao implementar o paisagismo ou a recuperação do ambiente natural relativamente à situação original evitar impactos visuais e luminosos fazer uso sustentável de materiais e insumos – recicláveis e reciclados – produzidos localmente
minimizar a produção de dejetos e assegurar sua adequada disposição minimizar os impactos ambientais de sua operação promover a conservação da biodiversidade e a integridade dos ecossistemas promover a redução e o uso sustentável de água
promover a redução e o uso sustentável de energia
promover o adequado tratamento e disposição de águas residuais promover o manejo adequado da drenagem, solo e águas pluviais.

Aspectos Sócio-culturais

adquirir, utilizar e manter a posse de terras de forma apropriada possuir mecanismos para assegurar o reconhecimento dos direitos e aspirações de comunidades indígenas e locais possuir medidas para proteger a integridade da estrutura social das comunidades locais promover impactos positivos (benefícios) na estrutura social, cultural e econômica local (a níveis local e nacional)

Aspectos Econômicos

Estabelecer mecanismos de forma a assegurar que as relações trabalhistas e as práticas industriais sejam justas e estejam em conformidade com a legislação
estabelecer mecanismos para minimizar impactos econômicos negativos e maximizar benefícios econômicos para a comunidade fomentar contribuições para a manutenção do desenvolvimento da infra-estrutura comunitária utilizar-se de práticas éticas comerciais.

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